
Muita gente chiou, muita gente não gostou, muita gente comparou a “Old Christine”. Como, creio eu, não me encaixo em definições pluralistas como a que eu própria usei, adorei Cougar Town e não foi só pela presença de Courteney Cox, a eterna Monica Geller-Bing de “Friends”.
Courteney interpreta Jules, uma quarentona divorciada que resolve tirar o atraso saindo com homens (bem) mais jovens. Quando finalmente sai de casa – arrastada pela amiga e sócia Lauren - , conhece Matt, que, conforme o “planejado”, é um rapaz bem mais jovem que a protagonista, e o resto... Bem, é o previsível e esperado.
Courteney interpreta Jules, uma quarentona divorciada que resolve tirar o atraso saindo com homens (bem) mais jovens. Quando finalmente sai de casa – arrastada pela amiga e sócia Lauren - , conhece Matt, que, conforme o “planejado”, é um rapaz bem mais jovem que a protagonista, e o resto... Bem, é o previsível e esperado.
O piloto, ao contrário da maioria dos pilotos, não pesa no didatismo, e não explica todos os tópicos da vida de Jules detalhadamente. Dá-nos o basicão, o que precisamos para compreender o piloto, mas deixa detalhes e demais coisas para o longo da temporada, o que é um forte ponto positivo.
Há, ainda, a peculiar relação entre Jules e seu filho adolescente, Travis, interpretado por Dan Byrd, o Justin Tolchuck da legalzinha e cancelada “Aliens in America”. Travis não só é o personagem aparentemente mais sensato do elenco, como também pode ser o adolescente clichê que só quer ter uma família normal, ou mesmo o filho protetor, em cuja relação com a mãe os papéis se invertem (a exemplo de Bella Cullen, da série literária “Crepúsculo”).
Há, ainda, os dois homens de Jules: Bobby e Grayson. Bobby é o lesado ex-marido de Jules, um roqueiro que passou os 20 anos de casamento tentando entrar em turnê com sua banda. Já Grayson é o vizinho de Jules, também divorciado e quarentão, que vive pegando garotas com menos da metade da idade dele, e que desafia Jules a ficar com um homem mais jovem.
O mais importante da série é que é verossímil. As situações não chegam ao nível de vergonha alheia, e as risadas que arrancam não são forçadas por uma platéia de sitcom. Situações descritas são tão normais que poderiam acontecer a qualquer um dos espectadores: crise de meia-idade, namoros com gente mais nova, problemas conjugais, entre outras coisas.
É por essas e outras que Cougar Town me conquistou...
